25 anos : as caras da SFB
A partir do mês de Julho, a SFB faz uma série de entrevistas com pessoas que caminharam conosco nesses 25 anos de existência. Estamos certos de que não fizemos sozinhos esta caminhada. Centros Comunitários, parceiros, colaboradores, antigos(as) companheiro(as) de equipe, de diretoria, enfim, todos contribuíram para a construção da nossa história. Uma entrevista com Cleiton Viana – auxiliar administrativo
SFB: Há quanto tempo você trabalha na SFB?
Cleiton Viana: Comecei a trabalhar na SFB como funcionário este ano, mas estou envolvido nos trabalhos comunitários desde os 08 anos de idade.
SFB: Qual é o diferencial em trabalhar em uma ONG?
C.V:Em primeiro lugar, acredito que o maior diferencial é a confiança no talento do ser humano em apontar soluções para conflitos, independente de sua formação.
Uma das maiores vantagens de se trabalhar em uma ONG é a possibilidade de unir-se o útil ao agradável. O sentimento de estar contribuindo para o bem comum, de possuir um trabalho socialmente relevante.
SFB: Quais foram as funções que você desempenhou na instituição?
C.V:Era integrante do Ateliê Popular de Arte e Cultura da Baixada Fluminense um projeto da SFB, no grupo de teatro Atua Baixada, era ator e também desempenhava um papel de multiplicador no centro comunitário que trabalhava.
SFB: E hoje? Como é desenvolvido o seu trabalho?
C.V:Hoje sou auxiliar administrativo, funcionário da SFB, apoio toda a equipe no dia a dia.
SFB: Quais são as conquistas que você identifica?
C.V:Trabalhar em uma ONG proporciona uma experiência muito rica, sob vários aspectos.
Quando você faz um trabalho desse, além de fazer um bem para a sociedade, também esta fazendo um bem à sua carreira.
Ousadia de sonhar, capacidade de concretização de seus objetivos, ânsia em fazer o bem e amor incondicional ao próximo fazem parte das maiores conquistas que posso identificar.
SFB: Deixe um depoimento.
C.V:Quando você vive em um mundo desigual e pouco justo, você se pergunta qual a sua importância, independente de qualquer outra coisa.
A sociedade de hoje se caracteriza pela orientação do sucesso pessoal e há alguns (como nós da SFB) que se destacam pensando diferente, tendo em vista o outro, buscando contribuir com o próximo e na construção de um mundo melhor. Pessoas que trabalham em ONG são seres humanos que descobriram um sentido maior à existência e que em decorrência disto ficam mais próximos da felicidade que surge como resultado de algo. É preciso encontrar a felicidade e completude no auxílio ao outro, ou seja, a auto-realização como efeito da autotranscendência. Deve-se ter uma razão para ser feliz, ela não pode ser buscada, é a conseqüência de uma dedicação pessoal a uma causa maior.








